O presidente dos EUA, Donald Trump, deve se reunir com sua equipe de segurança nacional na segunda-feira para avaliar a possibilidade de retomar ações militares contra o Irã, após a resposta de Teerã supostamente não atender às exigências de Washington. Esse desenvolvimento reacendeu os temores de que os esforços diplomáticos poderiam dar lugar a uma nova escalada, segundo relatos de diversas autoridades.
Apesar do aumento da retórica, a Casa Branca ainda demonstra preferência por uma solução negociada que encerre o conflito. Ainda assim, a resposta iraniana recolocou a alternativa militar no centro das discussões, destacando a fragilidade das negociações e a rapidez com que a situação pode voltar a se deteriorar.
A mídia estatal iraniana informou que o governo rejeitou a proposta dos EUA, classificando-a como uma exigência de rendição aos termos de Trump. Essa reação elevou a incerteza em torno dos próximos passos do conflito e aumentou as chances de uma intensificação do impasse caso nenhum dos lados avance rumo a um compromisso diplomático.
De acordo com informações recentes, diferentes alternativas estão sendo avaliadas em Washington. Uma opção é reiniciar o Projeto Freedom. Outra envolve a retomada da campanha de bombardeios contra os 25% restantes dos alvos identificados pelos militares dos EUA que ainda não foram atingidos. Uma alternativa mais agressiva, apoiada por algumas autoridades israelenses, envolveria uma operação de forças especiais para apreender o estoque de urânio enriquecido do Irã. Essa proposta, no entanto, é considerada altamente arriscada, e Trump estaria relutante em autorizá-la.
A perspectiva de novas hostilidades teve impacto imediato sobre os mercados de energia. O petróleo West Texas Intermediate avançou quase US$ 1, passando de aproximadamente US$ 99 para US$ 100, conforme os investidores reagiam à possibilidade de um conflito mais amplo. Em geral, os preços do petróleo sobem quando os riscos geopolíticos ameaçam as rotas de abastecimento ou aumentam o risco de interrupções no Oriente Médio. Essa alta também amplia as preocupações em torno da pressão inflacionária, complicando as perspectivas para os bancos centrais e para os mercados financeiros em geral.