O Rabobank passou a projetar que o Banxico realizará seu próximo corte de 25 pontos-base na taxa de juros já na reunião de 7 de maio, antecipando a expectativa anterior de junho após a análise das últimas atas do Banco Central. Com essa revisão, os juros devem se manter em 6,50% até o final do ano. Segundo os estrategistas Molly Schwartz e Christian Lawrence, o principal risco para essa projeção é a possibilidade de interrupção completa do ciclo de flexibilização monetária.
O ajuste ocorre após o Banco do México reduzir a taxa interbancária overnight em 25 pontos-base, para 6,75%. As autoridades monetárias destacaram que a orientação da política monetária segue restritiva, mesmo após cortes sucessivos, justificando a decisão com base na fraqueza da atividade econômica, na persistente ociosidade na economia e nas pressões inflacionárias consideradas, em grande parte, temporárias.
Na avaliação do Rabobank, o balanço de riscos para a economia mexicana permanece pendendo para o lado negativo. A instituição argumenta que a desaceleração do crescimento e o enfraquecimento da demanda interna respaldam uma maior flexibilização monetária, enquanto as recentes pressões inflacionárias decorrem principalmente de choques transitórios fora do núcleo da inflação, e não de uma deterioração generalizada e duradoura na dinâmica de preços. Essa interpretação eleva a probabilidade de que o Banxico continue a relevar os ruídos inflacionárias de curto prazo.
A ata também sugere que as decisões futuras continuarão dependentes dos dados e das alterações nas condições externas, incluindo os desenvolvimentos relacionados ao conflito no Oriente Médio. O Banxico reiterou que calibrará qualquer ação adicional para manter a taxa de juros alinhada à trajetória necessária para alcançar um retorno ordenado e sustentado da inflação geral à META de 3%.
O Rabobank observou ainda que a última reunião do Banxico ocorreu antes da divulgação do IPC de março, o que pode ter fortalecido o argumento a favor de uma antecipação do próximo ajuste. Ainda assim, as estimativas do banco permanecem cautelosas, com o cenário-base prevendo uma única redução em maio e uma taxa de 6,50% até o final do ano.