Os metais básicos operaram em tom mais firme, com o cobre e o alumínio registrando leve alta, conforme os mercados reagiam a uma ameaça geopolítica menos iminente. A extensão do cessar-fogo no Irã aliviou parte da pressão de curto prazo sobre os preços das commodities, embora o cenário mais amplo no Oriente Médio permaneça instável.
O Estreito de Ormuz continuou fechado, e Teerã sinalizou que não pretende reabrir a rota enquanto o bloqueio dos EUA estiver em vigor. Isso manteve os investidores cautelosos, sobretudo devido à relevância da via para as cadeias globais de energia e de suprimentos industriais. Mesmo com a diminuição do risco de nova escalada, o sentimento no mercado de metais seguiu misto.
O alumínio tem encontrado suporte nas interrupções da oferta no Oriente Médio, uma região responsável por aproximadamente 9% da produção global. Qualquer interrupção prolongada nessa área pode reduzir rapidamente a disponibilidade do metal, principalmente em um ambiente de custos de energia já elevados.
O cobre, por sua vez, enfrenta pressões específicas do lado da oferta. As interrupções no transporte marítimo podem desencadear escassez de ácido sulfúrico, um insumo essencial para sua produção, enquanto a China também deve suspender as exportações a partir de maio. Em conjunto, esses fatores sugerem uma perspectiva de oferta mais restrita no curto prazo, ainda que a demanda global continue irregular.
No momento, o mercado tenta equilibrar o alívio da tensão geopolítica com os contínuos riscos logísticos e de produção. Essa combinação mantém o cobre e o alumínio suscetíveis a movimentos bruscos, com as cotações provavelmente reagindo aos eventos no Oriente Médio, às rotas comerciais e à política de oferta na China.