O EUR/GBP foi negociado próximo às mínimas de mais de uma semana na sexta-feira, com a libra esterlina superando o euro mesmo após a divulgação de dados de vendas no varejo do Reino Unido abaixo das expectativas. O cruzamento era negociado pela última vez perto de 0,864, caminhando para um recuo semanal, enquanto o euro continuava sem conseguir atrair novo interesse comprador.
A libra encontrou suporte na resiliência mais ampla do mercado, enquanto o euro permaneceu pressionado por temores persistentes em torno das perspectivas da Zona do Euro. Os dados mais fortes da Alemanha proporcionaram apenas um alívio limitado. O Índice de Sentimento das Empresas IFO da Alemanha avançou para 84,9 em maio, ante 84,5 em abril, superando a projeção de 84,2 e indicando uma melhora modesta no sentimento entre as empresas. O componente de Avaliação Atual subiu de 85,4 para 86,1, e o Índice de Expectativas avançou de 83,5 para 83,8. Separadamente, o índice GfK de confiança do consumidor alemão para junho melhorou de -33,1 para -29,8.
A leitura final do PIB da Alemanha no primeiro trimestre também confirmou um crescimento trimestral de 0,3% e uma expansão anual de 0,4%. Apesar desses números, os investidores seguiram concentrados nos ventos contrários mais amplos da região, incluindo sinais de desaceleração do crescimento e pressão inflacionária persistente. O aumento dos custos de energia, impulsionado em parte pelas tensões geopolíticas no Oriente Médio, ampliou as preocupações devido à forte dependência da Zona do Euro por energia importada.
No Reino Unido, as vendas no varejo de abril recuaram 1,3% na comparação mensal, revertendo o ganho de 0,6% observado em março e ficando abaixo da queda de 0,6% projetada pelos economistas. Na comparação anual, as vendas ficaram estáveis, abaixo do crescimento de 1,4% registrado em março e bem abaixo das estimativas de alta de 1,3%. Os dados sinalizaram uma demanda do consumidor mais fraca, mas não foram suficientes para impedir que a libra permanecesse mais firme em relação ao euro.
A moeda comum também foi pressionada após declarações de tom cauteloso da presidente do Banco Central Europeu, Christine Lagarde. A sua ênfase em uma abordagem de política monetária dependente dos dados e avaliada a cada reunião reforçou a percepção de que as autoridades não estão preparadas para sinalizar uma postura monetária mais agressiva. Apesar de as expectativas inflacionárias permanecerem amplamente ancoradas, os mercados seguem analisando o risco de que a atividade mais fraca e as pressões persistentes sobre os preços possam complicar o trabalho do BCE nos próximos meses.