Os economistas do Banco Nacional do Canadá, Taylor Schleich e Vy Le, avaliam que a economia dos Estados Unidos continua demonstrando resiliência, com o Produto Interno Bruto (PIB) previsto para crescer mais de 2% em 2026. Segundo eles, a demanda interna segue robusta o suficiente para sustentar a atividade econômica, mesmo diante de um processo de desinflação mais lento.
A inflação, no entanto, é considerada um desafio mais persistente. Apesar de a inflação cheia ser capaz de se aproximar da META de 2% do Federal Reserve até meados de 2027, a expectativa é de que o núcleo da inflação permaneça mais resistente. Essa diferença é relevante porque indica que as pressões subjacentes sobre os preços podem recuar em um ritmo mais lento do que a inflação geral.
Os economistas também observam que o Federal Reserve demonstra um foco crescente em restaurar a estabilidade de preços. Na avaliação deles, as perspectivas para a política monetária tornaram-se mais restritivas, já que uma parcela significativa do comitê estaria disposta a manter as condições mais apertadas caso a inflação não desacelere de forma satisfatória. Essa abordagem reforça a perspectiva de um banco central mais cauteloso, mesmo que o crescimento se mantenha.
Ainda assim, a maioria dos economistas não prevê uma elevação dos juros pelo Fed em 2026. Apenas uma minoria dos analistas estima um aumento em 2026, e o grupo que defende uma política monetária mais restritiva é superado por aqueles que esperam cortes nos juros. Esse consenso indica que a discussão atual está menos voltada para um aperto imediato e mais para quanto tempo a política monetária deve precisar se manter restritiva.
Por enquanto, a economia dos EUA é vista como saudável, e não superaquecida. A questão mais importante para os mercados é se o crescimento constante conseguirá coexistir com um progresso no núcleo da inflação que seja suficiente para manter o Fed em compasso de espera, impedindo novas pressões por um aperto adicional.