A TD Securities afirmou que o Banco da Reserva da Nova Zelândia manteve a taxa oficial de juros em 2,25% em uma decisão bastante dividida, com a governadora Breman utilizando o voto de desempate para preservar a pausa. O resultado evidenciou um conselho polarizado, já que três membros defenderam a manutenção das taxas, enquanto três representantes externos apoiaram uma alta imediata de 25 pontos-base.
Apesar da manutenção da política monetária, a mais recente Declaração de Política Monetária do Banco Central e a trajetória revisada para os juros indicaram uma postura mais dura para os próximos meses. A TD Securities avaliou que a sinalização sugere que o RBNZ está se preparando para iniciar um ciclo preventivo de aperto monetário já em julho, com o objetivo de limitar o risco de que os custos elevados se espalhem para a inflação de médio prazo. A comunicação do Banco destacou a necessidade de agir antes que as pressões inflacionárias se tornem mais persistentes, evitando ao mesmo tempo impactos desnecessários sobre a economia.
A trajetória projetada para a OCR apresentada pelo Banco da Reserva da Nova Zelândia aponta para uma sequência de aumentos de 25 pontos-base ao longo das próximas reuniões. Segundo essa projeção, os juros subiriam em julho e setembro até alcançar 2,75%, permaneceriam estáveis em outubro e voltariam a subir em dezembro e fevereiro de 2027. Nesse cenário, a taxa básica chegaria a 3,25%.
A TD Securities afirmou que sua própria projeção está largamente alinhada com a visão do Banco Central, embora apresente diferenças no timing. A instituição espera que o RBNZ também leve os juros a 3,25% até fevereiro de 2027, mas com início do aperto monetário um pouco mais tardio em relação ao cenário traçado pelo Banco Central. Ainda assim, ambas as perspectivas apontam para uma mudança clara em relação a um período prolongado de estabilidade, indicando a transição para um ciclo gradual de alta de juros nos próximos meses.